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MADA - Segundo dia dos 10 anos | MADA - Segundo dia dos 10 anos |
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| Escrito por Olga Costa | |
| 16-Ago-2008 | |
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Lobão e Patu Fu que me desculpem, mas eu não estou interessada no "mainstream". Lunares (RN) foi a segunda banda a subir no palco do MADA na noite de ontem, segunda do festival. Minutos antes, observei Rodrigo (vocalista) atravessar o "hall" da sala de imprensa e pensei: "como ele está tenso". Fiquei temerosa quando cogitei que isso poderia comprometer a apresentação no festival.
Felizmente não vi tal presságio se concretizar. Lunares chegou no palco, de verdade, na segunda música. Chegou e ficou. Chegou e mostrou segurança ao apresentar um repertório bem construído e um domínio de palco pouco visto em uma banda nova, formada por três integrantes, cuja média de idade não ultrapassa os 23 anos. Posso considerá-la a revelação da noite. Superou todas as expectativas do ensaio de ontem. Enquanto os Subaquáticos (BA) tocavam, tentava articular uma entrevista com Marcos (vocal do Motosierra) pois eles seguem viagem hoje, e era a minha última chance. E logo mais, terei que fazer o mesmo com Josh Rouse, então não podia deixar para depois. Com a entrevista agendada, volto para os palcos e o show do Poliéster já tinha começado. Antes o guitarrista Fernando tinha me avisado que a banda era mais "rock" no palco, o que realmente se confirmou. Pareceu até outra banda, algo completamente diferente do que escutara no myspace. O que foi explicado posteriormente pelo Porcshe, vocal e guitarra base: As gravações que constam no mypace foram feitas com outra formação. Volto para o "backstage" e encontro Marcos. Procurei pelas minhas anotações feitas anteriormente e as 10 perguntas que iriam iniciar a esperada entrevista. Não encontro. Apanho do gravador digital para poder iniciar o bate-papo e ouço um conselho sábio do Marcos: "volte para o gravador de fita!". Superada a minha inabilidade com a máquina, foi iniciada uma conversa fácil e de sintonia incomparável. Marcos respira música por todos os poros. Ao falar de sua trajetória se emociona várias vezes e sinto que estou diante de alguém que se entregou à música, ao rock and roll por razões messiânicas. Algo muito raro no atual mundo da música rock. Marcos é real. O Motosierra é verdadeiro, e representa, infelizmente, uma postura cada dia mais difícil: o amor de corpo, alma e sangue pulsando por um único motivo: a vida pela música. Lobão e Pato Fu que não me desculpem, mas não estou interessada. Depois de mais de uma hora de conversa, ainda consigo ver as três músicas finais do Autoramas - competentes, como sempre. Cá estou. O vento sopra frio da praia, mas as palavras do Marcos não serão levadas, nem serão esquecidas, nem amanhã, nem depois de amanhã. Nunca. »
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