Procuram-se dois foras-da-lei capazes de misturar pichação, grafite, spaghetti, jazz e rock. Sob a denominação de Bala para homem magro, Verdee e Trapo concentram num único disparo, ícones de diversas gerações e segmentos da pop arte.
Bala para homem magro dois personagens e um único alvo: Sair do marasmo.
As estradas tornaram-se encruzilhadas, que tanto pode ser no sertão da Paraíba, num vale do meio-oeste americano ou no deserto da alma. A trilha, não musical, também não indica um caminho. Nada foi pré-determinado. Dias antes tudo mudou. O que era fantasioso tornou-se popular. O que já esteve nos muros da nossa orla transferiu-se para uma estrada tortuosa e improvisada, onde permeiam cores, personagens e ícones do universo pop/cinematográfico sobre superfícies diversas. A imagem estática veio primeiro. O movimento, com a necessidade de sonhar. E tudo se tornou falso. O quadro é real, o movimento não. As ruas são as trilhas. As sonoras são temas para a ilusão. O que vem do cinema é a estética, é o personagem formado pela solidão, angústia e desespero. A verdade está nas ruas. Scorsese traçou caminhos perigosos no Bronx. Tornou-se, apenas, um questão de tempo, espaço e território. Jaguaribe, Mangabeira, Bancários, Funcionários.
“Não vou levar você pra dançar no fim-de-semana
Acho que já aprontamos demais nessa cidade
E tentei não olhar enquanto andava para o meu furgão
Eu soube ali, que perdi o que devia encontrar” I Fee Like a Bullet.
O desespero de preencher espaços e quebrar conceitos, mesmo adotando o famigerado “faça você mesmo” do punk rock dos meados dos anos 70, está em outro contexto, outra realidade, outro deserto. O olhar de desespero de uma geração que tem tudo nas mãos e não sabe mais discernir diante da enxurrada tecnológica. O desespero para encontrar as referências, o ponto de partida, a volta ao lar, nascimento, renovação. O homem faminto por movimento fora do quadro. A fome não é física. O terreno é sáfaro, fazê-lo render é um desafio.
Serviço:
Bala Para Homem Magro
Em exposição no Ksa Rock até o dia 19 de agosto. Aberto de terça à sexta a partir das 15h. Sábado a partir das 21h. Entrada franca de terça à quinta.
Ksa Rock - Rua Duque de Caxias, 73, Centro - Telefone: 3241 1716.
Clint Eastwood - imagem 1 - acrílica, guache e spray sobre cartão kraft. Verdee. Foto de Edu.
Jardim Blues - acrílica sobre tela. Trapo.
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2 Comentarios
1Comentario Nossa...ela definiu todo o nosso "no direction home." acertou na veia certa, Bang! está tudo ai gente! Parabens Olga!
2Comentario Obrigada! :) Ação e reação! Sem vocês o texto não existiria...
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