| Novo Show Teatro Mágico em João Pessoa |
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| Escrito por Calina Bispo | |
| 02-Jul-2008 | |
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O novo espetáculo mantém a tendência da música associada a elementos de poesia, teatro e circo – já presentes no “Entrada Para Raros”, primeiro CD de Anitelli e sua trupe, que foi sucesso de público na capital paraibana. A novidade está no amadurecimento musical do grupo como um todo além da inclusão de instrumentos de sopro.
As composições escolhidas para o “Segundo Ato” colocam em debate o homem e a sociedade na qual vive. Para Anitelli: “No primeiro espetáculo, a trupe estava imersa num universo fantasioso onde cores e bolinhas de sabão nos traziam a sensação de que tudo é possível. Havia um ‘quê’ de encantamento. Nesta nova fase, é como se a trupe chegasse na cidade e se deparasse com as questões urbanas, como o cotidiano dos mendigos citados na canção Cidadão de Papelão ou a problemática da mecanização do trabalho, citada no Mérito e o Monstro. Indo mais além, há um debate sutil e, por vias opostas, mordaz, sobre o amontoado de informações que absorvemos, sem perceber, assistindo aos programas de TV da atualidade”.
No palco, os artistas circenses complementam o discurso feito pelas canções do “Segundo Ato” com números novos, como a corda indiana (aparelho de circo cuja imagem já nos remete a movimentos mais “ariscos”, que desafiam a força e o equilíbrio do homem no ar). Além disso, algumas poesias inéditas serão declamadas pelo próprio Anitelli e alguns textos do livro “O Teatro Mágico em Palavras” serão encenados pelo elenco.
O cenário e o figurino do espetáculo seguirão a mesma linguagem proposta pelo conceito do segundo álbum. “Utilizamos como referência elementos dos quadrinhos associado a pequenos detalhes como o jogo de cores P&B, registros de jornal, sombras. A idéia é retratar o homem e suas sombras interiores e trazer à tona um tom mais contestador seja nas cenas, nas roupas, nas letras e até na postura e no gestual de cada um em cima do palco”, enfatiza Anitelli. Tragetória – Fernando Anitelli e sua trupe já estão na estrada há cerca de quatros anos. Ao longo deste caminho, o título do primeiro álbum, “O Teatro Mágico: Entrada para Raros” acabou se transformando em algo maior do que o próprio sobrenome do músico e compositor. Hoje, Anitelli apresenta a companhia artística “Teatro Mágico” e leva para o palco não só um conceito de arte mas também o debate em favor da música livre e da pirataria saudável. A produção do grupo já foi sondada por várias gravadoras do país e todas as propostas foram recusadas pois não condiziam com as idéias propostas por Fernando. O Teatro Mágico, hoje, segue seu caminho, de maneira independente, auto-produzindo shows; bancando, sem patrocínios, as gravações de suas músicas em estúdio; mantendo os preços populares de seus produtos (dvds, cds, livro, camisetas) comercializados apenas ao final das apresentações; e, por fim, provocando uma efervescência cultural por onde passa. »
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