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Artistas homenageiam Lúcio Lins - PB PDF Imprimir E-mail
Escrito por Assessoria de Imprensa do evento   
14-Abr-2008
joao_pessoa.jpgNa semana que lembra os três anos da morte do poeta e compositor Lúcio Lins, artistas plásticos, atores, fotógrafos, intérpretes e parceiros musicais do rtista se reúnem num grande evento para manter viva a memória desse grande artista paraibano. "Parahyba e Outras Águas: um Tributo a Lúcio Lins" acontecerá nesta terça-feira (15), às 20h, no Centro Cultural São Francisco, no Centro Histórico, em João Pessoa. A entrada é gratuita.

A homenagem partiu do Coletivo Cultural Anayde Beiriz, vinculado ao Movimento Paraíba Capital Parahyba. "Um dos nossos objetivos é promover ações para a preservação da memória daqueles que com a sua arte deram grande contribuição à cultura do nosso Estado", justifica Valeska Afora, que integra o Coletivo.

A programação começa com uma exposição de artes visuais. Os artistas plásticos e fotógrafos Ricardo Peixoto, Soter Carreiro, Germana Bronzeado, Reginaldo Marinho, Bertrand Martins, Rose Catão, Otavio Maia, Álvaro Neves, Piedade Farias e Kaká Santa Cruz fazem parte da mostra, que estará aberta à visitação até o dia 30 de abril.

Recortes de poemas de Lúcio Lins irão compor o cenário a coletiva. Em seguida, haverá um sarau poético, com participações de vários atores eatrizes, entre eles Susy Lopes, que vão dar suas interpretações a obras de Lúcio.

Show - Um show com a participação de vários nomes da música paraibana, que foram parceiros de composição ou que gravaram músicas de Lúcio Lins, encerra o evento.

Entre as atrações estão Adeildo Vieira, Gláucia Lima, Mira Maia, Fuba,
Biaia, Chico Viola, Junior Targino e Erivan Araújo. Durante o evento haverá o sorteio de uma tela de Kaká Santa Cruz, com moldura do também artista plástico Cacá Melo.

O artista - Lúcio Lins nasceu na capital da Paraíba no dia 20 de fevereiro de 1948. Começou a publicar poemas em revistas e suplementos literários do Estado e em outras regiões do Brasil.

Nos anos 70 participou com Pedro Osmar, Paulo Ro e Chico César do Movimento 'Jaguaribe Carne', com destacada atuação nos nossos segmentos culturais através da música e da poesia.

Na década 80 abriu o famoso Bar 'Travessia', durante muito tempo principal ponto de encontro de músicos, poetas e intelectuais da Capital.

Publicou os livros: "Lado que cavo e que covas", "As lãs da insônia", Perdidos Astrolábios", "História Flutuante-25 anos de poesia" e duas agendas poéticas. Morreu em 16 de abril de 2005, aos 57 anos.

O Coletivo Cultural Anayde Beiriz nasceu do Movimento Paraíba capital Parahyba (MPCP), que se fundamenta na necessidade e no direito da população paraibana de rever a história do nosso Estado, com a preocupação de esclarecer fatos que foram omitidos ou deturpados durante 77 anos.

Muitos dos integrantes do MPCP têm atuação em áreas artistico-culturais, surgindo daí a idéia da criação de um instrumento que levasse através da arte e da cultura a mensagem do Movimento.

Assim surgiu o Coletivo Cultural Anayde Beiriz, que tem o nome de uma das personagens que viveram os fatos de 1930, tendo sido uma de suas maiores vítimas.

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