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Surf, a palavra | Surf, a palavra |
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| Escrito por Chico Padilha | |
| 10-Abr-2008 | |
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" O que é de todos não é de ninguém" provérbio popular Um amigo baiano não se conforma, para ele a forma como o surf tem sua imagem usada muitas vezes "indevidamente" não deveria acontecer. Segundo ele, para se usar o nome surf deveria se dar maior retorno em especial aos atletas, ele no caso propugna por "mais eventos, apoios diversos, etc.". Ao ligar a televisão, em jogo de segundona, uma marca estampa o nome surf na sua placa atrás da trave em que a bola insiste em não entrar, no intervalo um sabão em pó resume seu nome ao sonoro Surf de pronúncias variadas em muitos sotaques brasucas. Quem perde com isso? Sinceramente acho que ninguém, lucra quem sabe diferenciar, razão pela qual outro dia o "big-boss" da maior marca de roupas de surf do Brasil (e também um dos maiores apoiadores da modalidade) afirmava: "Muitos já chegaram aconselhando eu não investir tanto no surf, mas me mantenho fiel e o retorno é bom", talvez lembrando a máxima popular ( olha o povo aí de novo) "Se conselho fosse bom se vendia, não se dava". A cultura surf dá "muito pano para mangas", e na verdade vale lembrar o que dizia o irlandês Oscar Wilde em relação a livros " não existe livro moral ou imoral, existe livro bem escrito ou mal escrito", no surf isso vale também, o rótulo "do surf" pode ir de um livro, um poema até o carro que faz parte da nossa cultura urbana, no fundo o que importa é surf enquanto produto final, quanto menos no gueto, melhor para este esporte também dito "cultura" chamado surf. Como em tudo, no surf grandes egos também existem, interesses diversos e antagônicos idem, sem falar na eterna busca do ser humano em tentar manipular,ser reconhecido, vencer ! " C´est la guerre" ! Já se disse que o que mais nos incomoda é o que secretamente desejamos, o doublê de surfista e filosófo Miguel Gally, uma ocasião surfava no Marrocos e ouviu de alguém no mar o comentário em relação a outro surfista que desempenhava na onda com força e manobras radicais: " É a guerra", o que parecia externar que aquele surfista não se identificava com a forma do outro surfar, de buscar prazer na onda, quem sabe buscar paz....... Mas lembremos o popular "Quem desdenha quer comprar"....... Hoje temos no Brasil alguém que foi um destacado surfistas pioneiro, bom tenista a seguir, e hoje, bilionário em dólares, não se deixa fotografar temendo seqüestro, sem dúvida um preço bem caro, quem sabe ele futuramente volte a surfartendo sua própria piscina de onda? e se divirta quase tanto quanto no tempo em que planondas, madeirites, pranchas de fibra, eram raras até mesmo no Arpoador e o surf não era cultura dita séria, esporte profissional e dono de uma imagem agregadora, nem havia fila de espera em ondas da Indonésia, motivadora de questionamentos que rivalizam com a preocupação de enfrentar congestionamentos nas grandes cidades rumo ao trabalho ou ao feriadão no Guarujá, ou a outro destino com ondas terapêuticas, salgadas e muitas vezes poluídas e selvagemente disputadas, o que acontece por falta de investimento em saneamento e educação formal, que contribuem para saúde e cultura. »
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