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Em tempos de
euforia - anárquicos e apocalípticos - degustar o passado é refresco
obrigatório! E discutir o futuro é exercício de reflexão. E quem poderia, de
suma importância, servir como um belo exemplo, avaliar e analisar um pouco
dessa história da música independente brasuca? Com certeza a banda sergipana
Snooze faz parte desta lista. Bem conhecida no meio e referência para outros
grupos, é sinônimo de competência artística e de profissionalismo. Pela
experiência e importância, podem perfeitamente falar do assunto com
propriedade, pois sua própria história é a história similar de tantas outras
espalhadas nesse país.
Seus membros
fundadores, além de irmãos, Rafael Junior e Fabinho, estão nesse meio desde os
primórdios dos anos 90, esforçando-se para fazer uma música pop de qualidade,
com influências marcantes de bandas estrangeiras e canções com letras em
inglês, opção não muito bem vista por parte dos críticos de plantão. Sempre
explorando cada palmo desse país na sua divulgação e abrindo espaços na aridez
desse solo duvidoso que é a música independente. Ainda adolescentes o baterista
Rafael e o baixista/cantor Fabinho trilharam por esse caminho, sendo unicos
membros originais da banda e carregam na bagagem três discos realizados, o mais
recente intitulado "Snooze" (Monstro/Solaris). Pra falar de tudo isso
convocamos os dois para um breve bate-papo que expomos na integra:
Gostaria de saber qual a reflexão de cada um
sobre a trajetória da banda. O que de bom e ruim vivenciaram ou quais os
momentos memoráveis que carregam até hoje.
Rafael Jr: Acho que toda banda
tem seus altos e baixos, e não foi diferente com a Snooze. De uma maneira geral
o que guardo de mais positivo foi o fato de viajar o Brasil todo e conhecer
muita gente por aí, amigos que ficaram até hoje, 12 ou 13 anos depois... As
primeiras experiências de estúdio, o amadurecimento como banda, as mudanças
internas e de mercado, tudo isso contribuiu pro meu crescimento como pessoa e
como musico também. Produzir um álbum independente não é fácil e nos fizemos
três! Alguns outros virão, eu acho.
Fabinho: São tantas emoções...
Viajar com a banda e tocar em festival é algo que todas os novos grupos
precisam pra virar banda mesmo, ganhar entrosamento no palco, solidificar
contatos, etc. E com o Snooze, a gente viajava muito com a primeira formação
(eu, Rafa e Daniel na guitarra). Desde o primeiro show fora (em TereHell –
Teresina capital do Piauí) a gente teve a certeza de que “é isso”. A
conseqüência foi uma banda sempre pronta pra encarar qualquer desafio, desde
shows “roubada” a saída de integrantes quase que anualmente. Falando nos
momentos memoráveis, nunca esquecerei do Projeto “10 anos de Rock” (jan/2004),
que além da obviedade da importância da data, foi especial, pois co-produzi a
parada (três datas gratuitas e em pontos diferentes da cidade), e tava já em
vista de me mudar de Aracaju pra São Paulo, sem planos pra voltar, então
funcionou como uma despedida bem marcante.
Ainda existe o ranço no cenário nacional quanto a
aquelas que compõe e cantam em inglês e todas as influencias do
estrangeiro no trabalho da Snooze? Sentiram-se alguma vez ofendido ou magoados
pelas criticas a isso?
Rafael Jr.: Eu particularmente
nunca me senti ofendido. Existem varias propostas e a nossa é bem clara, se não
gosta é só não consumir – não comprar o disco, não ir no show -, não precisa
ficar criticando. Acho que isso passou mais, as pessoas no geral estamos mais
desencandas.
Fabinho: Acho que mais
engraçada que essa discussão é a recorrência das pessoas em geral (não do meio
rocker) a nos questionarem a respeito do sucesso. Tipo, ouvir um pedaço do cd e
não entender porque a gente não ocupa outros espaços na mídia. A gente acaba
levando fama de preguiçoso, como se o “sucesso” dependesse da gente...
O terceiro disco é um trabalho rebuscado, bem
pensado e executado. Tá evidente o amadurecimento musical da banda. Como vocês
consideram esse álbum cheio de detalhes e referencias sonoras com arranjos
bacanas?
Rafael Jr.: Acho que é o nosso
melhor trabalho, foi uma fase rica e o disco representou bem o momento e de uma
forma completa: musica e estética, concepção artística, tudo. Foi a primeira
vez que conseguimos executar exatamente da maneira como estava na nossa cabeça,
nos outros discos tinham defeitos que fugiam ao nosso controle, pela
inexperiência e por sermos uma banda pequena de um estado pequeno, sem muitos
recursos.
Fabinho: É natural que cada
novo trabalho saia mais rebuscado. Somos músicos, e a música vem em primeiro
lugar. Não temos figurino, maquiagem, produtor ou turnê pra se preocupar. Sobra
a música, e pra gente só vale a pena entrar em estúdio com idéias bem fechadas
prum novo repertório, que em geral tem a cara da formação que fez os arranjos e
tal.
O que pensam em fazer num estúdio futuramente?
Acham que é importante uma evolução musical ou seguir um caminho traçado sem
muitas concessões?
Rafael Jr.: Ainda vamos compor
material novo em 2008. É nossa prioridade esse ano seguir um caminho sem muitas
concessões e evoluir musicalmente, pra mim são coisas que podem andar juntas.
Estamos abertos a todo tipo de som, mas se tudo for colocado dentro da nossa
música, passa a não ser mais Snooze, vira outra coisa. Por isso temos vários
projetos paralelos, Fabinho ultimamente tem tocado muito jazz, eu to com um
projeto de soul-music, Luiz tem um ótimo grupo post rock (Perdeu a Língua) e
Duardo tem ouvido muito psychobilly, Brian Setzer, Reverendo Horton Heat, essas
coisas...
Fabinho: As influências
diversas acabam aparecendo de maneiras sutis e “não-declaradas”. Não tenho uma
preocupação muito específica de compor pro Snooze tendo que soar como trabalhos
anteriores. É mais autêntico deixar fluir e ver como soa. Algumas coisas
funcionam, outras não (mesmo que tenhamos lançado). Coisas da vida.
Desde seu começo até hoje houve uma mudança
constante no "line up" da banda. Geralmente essas mudanças acabam
atrapalhando, o que nunca foi o caso de vocês. Como é ser uma banda estando
sujeito a essas situações?
Rafael Jr.: Aprendemos a conviver
com isso, mas o “bicho pegou” mesmo quando o Fabinho foi morar em Sampa. Hoje enxergo
que sem ele não tem sentido, esse núcleo dos dois irmãos que formaram e que
direcionam as coisas tem que ser mantido. Mas foi importante a minha insistência
na época, capitalizou a banda e viabilizou financeiramente esse último disco de
estúdio. Se tivéssemos parado, não sei como o CD seria lançado...
Fabinho: É, morri de inveja por
eles estarem fazendo show sem mim, mas estava sempre acordado que eu não havia
saído da banda, o plano era na verdade fazer acontecer o Snooze em Sampa, o que
acabou não gerando. Mas, acho bacana que todo mundo que passa pela banda deixa
sua marca, e o mais importante é trabalhar com pessoas que tenham a ver
conosco, e não procurar o cara que tenha uma guitarra foda, um equipamento de
primeira linha. Começamos de maneira tosca, tocando com equipamento emprestado
nos shows porque os nossos não eram legais, então tudo que seja melhor que isso
é lucro. Então o importante é: com tanto guitarrista, acabamos criando uma
família no real sentido da palavra, quem é ou já foi do Snooze sempre freqüenta
minha casa, quem mora fora mantém contato, e “la la how the life goes
on”.
Noto certa angústia das pessoas quanto a essa
nova abordagem em função das novas tecnologias, tal como a internet. A relação
artística e comercial é outra verdade bem diferente... O que pensam no que pode
acontecer ao mercado e a música?
Rafael Jr.: Já é uma realidade:
adoro CDs mas tenho que admitir que as bolachas estão com os dias contados, a
gente tá aberto as novas tecnologias, mas acho que a Snooze não explora da
melhor maneira essas ferramentas, poderíamos estar chegando a mais lugares e
pessoas se estivéssemos fuçando mais por ai no cyberspace. Estamos tranqüilos
porque não vivemos da banda, em termos de “mercado” não nos atinge tanto. Nunca
estivemos tão “relax” quanto nos dias atuais! Isso tem uma lado bom (angustia
no no, sem paranóias) e outro ruim, que é a acomodação natural de pais de
família, a gente não corre muito atrás de shows e novos contatos e tal, mas
quando pinta – e sempre pinta – nos damos a devida atenção e se esforça para
fazer as paradas. Nós gostamos da estrada!
Fabinho: Eu gostaria de
acrescentar que a gente não toca mais porque não nos chamam mais! Em Aracaju,
pode ser pela falta de eventos e espaço. Fora, talvez porque tem muita banda na
ativa, e a gente passou um longo tempo sem tocar, então muitos dos produtores
atuais nunca conferiram mesmo a banda, então fica difícil esperar que lembrem
da gente né? Por exemplo, tocamos no BoomBahia pois os produtores conhecem a
gente desde a primeira formação, acompanharam os discos e sabem que a gente
segura a onda de um festival, é gratificante que tenham nos convidado por isso,
e não porque estamos inseridos numa nova onda... Cinco anos sem tocar em
Salvador, mas o respeito é o mesmo, eles sabem quem nós somos (e o público
também!).
O quem vocês têm escutado de novo e interessante?
Rafael Jr.: das bandas “hype”
pouquíssima coisa. Eu gosto de velharias, folk, soul music, sixties. Gosto de
The Meters e de caras como Ben Kweller, Ben Folds, Brian Wilson, Elvis
Costello, Bob Dylan, Neil Young, Leonard Cohen, Tom Waits, Lou Reed, Marvin
Gaye, Curtis Mayfield, Al Green, por ai vai…. Dia desses voltei a ouvir coisas
da minha adolescência como Hüsker Dü e Bad Brains.
Fabinho: Devo confessar que
minha pesquisa com o rock hoje em dia se limita a fazer o programa que tenho na
rádio estatal daqui. E está sendo bem legal, pois várias bandas independentes
tem mandado material, e eu tenho tocado mesmo (a propósito:
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). O que ouço
mesmo em casa ou no carro por prazer e por estudo é jazz (tanto tradicional
quanto moderno) e música brasileira (Gismonti, Marcos Valle, Milton, Tom Jobim
e por aí vai).
E em Sergipe como é que anda o cenário musical?
Rafael Jr.: Ainda fraco, mas é o
melhor momento dos últimos dois ou três anos. Pequenas produções estão rolando,
porque os festivais maiores só estavam dando prejuízo. Rockassetes, Plástico
Lunar, Maria Scombona e Karne Krua ainda estão entre as melhores bandas daqui.
Das mais novas curto Perdeu a Língua, Glorybox of Sounds (vou tocar no
lançamento do CD deles porque o batera saiu), Ode ao Canalha, Mamutes, One Last
Sunset e Almanaque of Emotions.
Fabinho: Fizemos um programa
(já mencionado) especial pro rock sergipano, e foi um susto a quantidade de
banda que a gente coletou. Quando começamos (eu e Adelvan) a listar as bandas,
estávamos temendo não conseguir fechar as duas horas. Ledo engano, dava pra
fazer uns três especiais. Claro que cobrimos todas as tendências do rock e
tocamos várias coisas que nem existem mais, mas foi bom saber que o Estado
produz mais rock do que ele próprio tem consciência. Snooze não foi a primeira
nem a última a ter um trabalho autoral e a pensar num próprio caminho. O que é
bom saber (e as pessoas nos dizem isso) é que várias dessas bandas que Rafael
citou foram inspiradas por nossa atitude (no sentido de trabalho). Acho que o
reconhecimento de que há sim uma cena e pessoas produzindo música de qualidade
por aqui tem que vir de nós mesmos, e não esperar que alguma banda “estoure” em
outras praças para olharmos pro próprio umbigo. Próximo passo? Criar mercado,
pois há um comportamento esquisito por aqui. O pessoal curte rock, mas em geral
não acham que os shows valem o preço do ingresso, e preferem torrar o mesmo
dinheiro do lado de fora, onde a cerveja é supostamente mais barata. Coisa
cultural mesmo, não há o pensamento de que quem faz o show é o público também,
ele não é mero coadjuvante. Enquanto a cena não tiver o meio pra se
retro-alimentar (público pra curtir e comprar discos), vamos continuar assim:
boas bandas, algumas você vê tocar o mesmo repertório, outras você só ouve
falar ou escuta na net, bandas que não fazem shows por motivos vários. Um
espaço nos moldes do Mahalo (casa do Snooze entre 95-98), faz falta até hoje.
Foram várias tentativas e vários prejuízos. Infelizmente é difícil sustentar um
negócio que abriga o rock, mas continuamos a nadar contra a maré, esperando não
morrer na praia (melhor surfar as ondas, né Rafael?).
Snooze: www.snooze.com.br
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8 Comentarios
1"Se fazer Conhecido" Recentemente li um artigo no orvermundo, sobre como o empresário dos ninjas do arrocha promoveu sua banda, ele simplesmente gravou um cd e saiu distribuindo, foi aos paratas e plantão e sem pedir nenhuma porcentagem na venda etregava uma quantia de cds a esses caas e pedia que ele as vendesse, sem nada em troca. Acredito que a sacada ta bem por aí, pelo menos pra bandas novas. Não t como pensar em ganhar dinheiro com cds agora, até pq a quantidade de pessoas que curtem o meio alternativo é insignificante perante ao povão. Então, o que fazer? IR ATÉ O POVÃO. Fazer intervenções em bairros pobres, para que aquele mesmo ouvinte do aviões do forró passe a conhecer, a se dar conta que existem outros sons por aí, e quem sabe começar a curtir outra coisa que não, abri o som do porta malas bota as nega pra dançar... Bem, As bandas do meio independente devem se fazer conhecidas, essa é a primeira meta depois de se conseguir fazer um som bacana. Os shows, o público, a cena, vem decorrer dete conhecimento, e de quebra, fazemos um trabalho social. Abraços a todos!
2"Se fazer conhecido?" Entendo o que meu xará quer dizer, mas não vejo muita relação com o conteúdo da entrevista ou mesmo com uma banda como a Snooze. O que funciona para uma banda como o "Ninjas do Arrocha" (ou "do pagode", sei lá) não quer dizer que vai funcionar em outros seguimentos... E quem falou em "ganhar dinheiro" com cds? Acho que a Snooze "se fez conhecido" desde que começou, só que no nosso meio, onde estamos a vontade. Como? Distribuindo as fitinhas, mandando cartas, dando entrevistas pra zines ou sites como esse aqui, mas não se compara à penetração popular de um grupo que faz música para o povão... E é outro tipo de pessoa interessada em nosso som, pra gente interessa é o nosso pequeno nicho de mercado mesmo. Veja bem, não tô querendo dizer que limito nosso público, quero tocar pro máximo de pessoas possível, mas tb não vamos mudar nossa música pra agradar ao povão, é um lance natural, sem stress. Outra coisa: "fazer intervenções em bairros pobres" quer dizer o que exatamente? Quando fizemos 10 anos de banda levamos um show gratuito para o mercado central e outro ao Marcos Freire II, periferia da Grande Aracaju, em Socorro. Com som de primeira, luz, divulgação com a moçada da área... Seia isso? Nós fizemos, então. É isso. Só pra alimentar e contribui na discussão. Réplicas e réplicas são bem vindas. Abraço, Rafael Jr.
3"Sim, se fazer conhecido!" não, não, não, caro Rafa... A intenção no que escrevi acima não foi dizer oq a snooze - e bandas do meio - deveriam ter feito ou oq devem fazer após lerem meu comentário.Até pq ele serve mais como proposta de discussão - o que estamos fazendo neste exato momento - do que como uma "Lei Universal para bandas Independentes" Será que realmente meu comentário tem pouca associação com o artigo acima?! Bem, ao ler teu e-mail, confesso que tive um surto de dúvida, afinal, será que eu viajei na maionese mesmo? caguei no pau? ou quem sabe, meti a porra do pé na jaca? E não Rafa, percebi que há ligação sim, afinal nós dois falamos de... palavras-chave: Cena, Música, Shows,Música independente. Ufa! Ainda me resta um tanto de Lucidez.
4"Sim, se fazer conhecidoII" Bem, que bom que queira tocar pra o maior número de pessoas possível, afinal, gosto do som, e quero que o maior número de pessoas o conheçam. Quando falo em distribuir cds, fazer intervenções em bairros pobres - em nenhum momento disse que a Snooze não tinha feito algo do tipo ou que vcs eram elitistas - falo disso como um dos possíveis meios de conseguir um maior público, pois, maior público, significa mais shows, mais shows, tocaremos "pra o maior número de pessoas possível". mas veja bem cara, é um meio dentre inúúúúmeros, não entenda que quis impô-lo como único, como os católicos impõe Jesus como a única salvação. Quero que fique bem claro isso, não sou dogmático. E quem falou em "mudar nossa música pra agradar ao povão"? Quem sabe o povo se eduque musicalmente ouvindo teu som como ele é, ou mesmo, surpreendentemente não tenha dificuldade nenhuma de ouvir o teu som. Um certo dia, grande Rafa, flagrei minha empregada(Acredito que povão) assobiando,nada mais , nada menos que A 9º Sinfonia do Bethoven...
5"Si, se fazer conhecidoIII" (Pausa)... Brincadeira, mas já ouvi a empregada do meu tio cantando "Losing my Religion" do R.E.M. e o perfil dela é o mesmo das mulheres da idade dela que moram no Japãozinho, na terra Dura, no Marcus Freire II. Tá certo... esta música é até bem popzinha, fácil de assimilar, mas é algo que ela não estava acostumada a escutar(como o som da Snooze) e se educou. Sacou?! Bem Rafa, respeito sua maturidade no meio musical, e qualquer método que a snooze ou outras bandas venham utilizar pra alcançar oq querem, eles são bem vindos, eu quero é mais que existam muuuuitos deles, pra facilitar a glória de todos =) Grande Abraço Rafael Oliva(Ode ao Canalha) sempre aberto a boas discussões, que fazem ou não sentido
6"Alguém mais?" Alguém tem mais algo a dizer, pra enriquecer a discussão?
7"Melhor Música!!!" Rafa Jr. e fabinho.... Sem dúvida a melhor música do século, novamente sem duvida, é “MY GRAMOPHONE”!!! Camaradas, acha que ser indie é isso mesmo procurar mostrar o som, gostar é uma prerrogativa de quem escuta, sendo assim tem de tocar em qualquer canto mostrar o som. Classe social não define o gosto musical! Isso chega a ser ignorância!!! O Snooze, pra mim, é e sempre foi uma banda sem fronteiras e isso é o que o torna especial. Parabéns galera quanto mais escuto mais quero escutar. Fábio
8"Música so século ..." FJ concordo com tudo que você escreveu, menos por uma coisa .... A melhor música so século é "Cumulus" do Artico Blue.
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